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Ansiedade: quando procurar ajuda psicológica?

Todo mundo sente ansiedade de vez em quando. Antes de uma prova, de uma entrevista ou de uma notícia importante, o coração acelera e a mente corre. No entanto, em algum momento surge uma dúvida: esse nervosismo ainda é normal ou já pede ajuda profissional? Neste artigo, você vai entender a diferença entre ansiedade comum e transtorno de ansiedade, reconhecer os sinais de alerta e saber como dar o primeiro passo.

 
Ansiedade normal ou transtorno de ansiedade?

A ansiedade é uma reação natural do organismo diante de uma ameaça ou de um desafio. Ela mobiliza o corpo, aumenta a atenção e ajuda você a se preparar. Por isso, ela não é sempre um problema.

Já o transtorno de ansiedade aparece quando essa reação foge do controle. Em geral, ele reúne três características:

  • Intensidade: o medo ou a preocupação ficam desproporcionais à situação.
  • Duração: o desconforto persiste por semanas ou meses, e não passa depois que o motivo termina.
  • Prejuízo: o sofrimento atrapalha o trabalho, os estudos, o sono ou os relacionamentos.

Além disso, só um profissional de saúde mental pode diagnosticar um transtorno. Portanto, use este texto como orientação, e não como um teste definitivo.

 
Sinais de que a ansiedade merece atenção
Sinais emocionais e mentais
  • preocupação constante, difícil de controlar;
  • sensação de que algo ruim vai acontecer;
  • irritação e impaciência fora do comum;
  • dificuldade para se concentrar ou sensação de “branco”;
  • pensamentos que se repetem e não deixam você descansar.
 
Sinais físicos
  • coração acelerado e falta de ar;
  • tensão nos músculos, principalmente no pescoço e nos ombros;
  • tremores, suor e tontura;
  • problemas de estômago e intestino;
  • insônia ou sono que não descansa.

Contudo, esses sintomas também aparecem em problemas de saúde física. Por isso, converse com um médico para descartar outras causas e procure a psicóloga em paralelo.

 
Sinais no comportamento
  • Quando você evita lugares, pessoas ou situações por medo;
  •                          adia tarefas e decisões por insegurança;
  •                          busca confirmação o tempo todo;
  •                          usa álcool, remédios ou outras substâncias para se acalmar;
  •                          deixa de fazer coisas de que gostava.
 
Quando procurar ajuda psicológica

Considere procurar uma psicóloga quando acontecer qualquer uma destas situações:

  1. O desconforto dura semanas ou meses, mesmo sem um motivo claro.
  2. A ansiedade atrapalha a sua rotina, como o trabalho, os estudos ou o convívio com a família.
  3. Você evita situações importantes por medo de passar mal ou de errar.
  4. Você teve crises de pânico, com medo intenso, palpitações e sensação de perder o controle.
  5. O sono e o corpo sofrem, com insônia, cansaço e dores frequentes.
  6. Você já tentou resolver sozinho e não percebeu melhora.
  7. Pessoas próximas notam a mudança e demonstram preocupação.

Aliás, você não precisa esperar chegar ao limite. Quanto antes você busca ajuda, mais ferramentas tem para lidar com o problema.

 
Quando a busca é urgente

Alguns sinais pedem ajuda sem demora:

  • pensamentos de se machucar ou de acabar com a própria vida;
  • crises de pânico muito frequentes ou intensas;
  • sensação de perder o contato com a realidade;
  • sofrimento que impede você de cuidar de si.

Nesses casos, procure ajuda imediatamente. No Brasil, o CVV atende 24 horas pelo número 188, de forma gratuita. Se houver risco imediato, vá a um serviço de urgência ou ligue para o SAMU (192).

 
Que tipo de profissional procurar
  • Psicóloga: conduz a psicoterapia e ensina estratégias para lidar com a ansiedade. Abordagens como a terapia cognitivo-comportamental e a psicoterapia breve têm boa base de pesquisa para esse tipo de queixa.
  • Psiquiatra: é médico, avalia o quadro clínico e decide sobre o uso de medicamentos quando necessário.
  • Clínico geral: investiga causas físicas e encaminha você, se preciso.

Em muitos casos, a combinação de psicoterapia e acompanhamento médico traz os melhores resultados. Ainda assim, apenas o profissional avalia o que o seu caso exige.

 
O que esperar do tratamento

Na psicoterapia para ansiedade, você aprende a:

  • reconhecer os gatilhos e os pensamentos que alimentam o medo;
  • questionar interpretações catastróficas;
  • regular o corpo, por exemplo com técnicas de respiração;
  • enfrentar aos poucos as situações que você evita;
  • planejar como lidar com recaídas.

Em geral, os processos breves ficam entre 8 e 20 sessões semanais, mas o prazo varia de pessoa para pessoa. Além disso, nenhum profissional sério promete cura definitiva, pois a ansiedade pode voltar em períodos de estresse. O que a terapia oferece é um conjunto de ferramentas para você lidar melhor com ela.

 
O que você pode fazer enquanto busca ajuda

Alguns hábitos ajudam a reduzir a tensão no dia a dia:

  • mantenha horários regulares de sono;
  • pratique atividade física, mesmo que seja uma caminhada;
  • reduza o excesso de cafeína e de álcool;
  • faça pausas ao longo do dia e respire devagar por alguns minutos;
  • converse com alguém de confiança sobre o que você sente.

Esses cuidados, porém, complementam o tratamento e não o substituem.

 
Como dar o primeiro passo
  1. Escolha uma profissional habilitada: confirme o registro ativo no Conselho Regional de Psicologia (CRP).
  2. Defina o formato: decida entre atendimento presencial ou online, conforme a sua rotina.
  3. Descreva o que você sente: na primeira sessão, conte a sua história com as suas palavras.
  4. Combine as metas: em seguida, converse sobre o que você espera do processo e sobre a duração prevista.
  5. Avalie a conexão: a relação com a terapeuta influencia muito o resultado, então perceba se você se sente à vontade.
 
Perguntas frequentes

Ansiedade: quando procurar ajuda psicológica?
Procure quando a ansiedade durar semanas ou meses, atrapalhar a sua rotina ou causar sofrimento intenso. Na dúvida, uma primeira conversa já ajuda a esclarecer.

Como diferenciar ansiedade normal de transtorno de ansiedade?
A ansiedade normal surge diante de uma situação específica e passa depois dela. O transtorno é mais intenso, dura mais tempo e prejudica a vida diária. Apenas um profissional pode diagnosticar.

Ansiedade tem cura?
O tratamento ajuda a controlar os sintomas e ensina estratégias duradouras. No entanto, a ansiedade pode voltar em fases de estresse, e nenhum profissional sério promete cura definitiva.

Preciso tomar remédio para ansiedade?
Nem sempre. Somente o psiquiatra avalia essa necessidade, e ele costuma indicar medicação em quadros mais intensos ou em conjunto com a psicoterapia.

Posso tratar a ansiedade com terapia online?
Sim. Muitos estudos indicam resultados semelhantes ao atendimento presencial, desde que a psicóloga tenha registro ativo e siga as normas do Conselho Federal de Psicologia.

 
Conclusão

A ansiedade faz parte da vida, mas você não precisa conviver com um sofrimento que atrapalha o seu dia a dia. Quando ela dura, intensifica ou impede você de fazer o que importa, vale procurar ajuda psicológica. Além disso, quanto mais cedo você começa, mais fácil fica reconhecer os gatilhos e construir recursos para lidar com eles. Portanto, escute os sinais do seu corpo e da sua mente e dê o primeiro passo no seu tempo.

Se você vive uma crise intensa, com pensamentos de se machucar, ligue agora para o CVV pelo número 188, que atende 24 horas e é gratuito. Em caso de risco imediato, procure um serviço de urgência ou ligue para o SAMU (192).

 
Quer conversar sobre a sua ansiedade?

Em uma primeira conversa, eu escuto a sua história, explico como o processo funciona e indico o formato de atendimento mais adequado ao seu caso.

 

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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação ou acompanhamento profissional.

Nilce Mara Goulart

Psicóloga Clínica CRP 05/88514. 

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